3 de mai de 2007

Ministro quer se safar numa boa, sem grilos.


O ministro Paulo Medina requeriu ontem ao ao presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Raphael de Barros Monteiro um pedido de sindicância contra o ministro Paulo Medina .
Ele quer investigar o suposto envolvimento dele mesmo com o esquema de venda de sentenças para beneficiar jogos ilegais desmantelado pela Operação Furacão, da Polícia Federal.
Um grampo da Polícia Federal gravou em novembro de 2006 uma conversa onde Medina instrui sua assessora a "mudar a posição de seu voto" num processo de habeas corpus de Miriam Law, que estava presa por pequenos delitos como formação de quadrilha, contrabando e lavagem de dinheiro, com a alegação de "nao ter provas nenhuma contra ela".
Se você já comprou algum produto daquele seu amigo que tem um outro amigo que conhece um cara que vende mais barato, parabéns! Você é cliente do marido de Mirian, Law Kin Chong, apontado como o maior contrabandista do país.
O que Medina quer na verdade é se dar bem, pois segundo o presidente do STJ "o processo administrativo é uma etapa mais avançada de investigação interna, que sucede a sindicância" e que também "por esse possível processo administrativo, a pena mais grave a que Medina fica sujeito é a aposentadoria compulsória. A demissão só seria possível caso fosse aberto um outro processo dentro do STJ, ou ainda se, na ação criminal da Operação Furacão, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinasse essa ação." Coisa que todo mundo sabe que não vai acontecer, pois o furacão já vai ter passado.
Por isso mesmo Medina já está acamado de pijama , num clima de "Já trabalhei pra caralho, agora é pernas pro ar" e com o guarda-roupas cheio de esqueletos chocalhantes.
Para ter sucesso em sua empreitada ele conta com a atuação do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, uma espécie de cachorrinho que vive correndo pra lá e pra cá, latindo bobagens como ter aceitado defender o ministro de graça, ele é um santo homem, e que Medina vai deixar o cargo, como se isso fosse tão simples como pendurar a beca e despedir-se do pessoal da repartição.
Diante dessa desfragmentação mental do ministro, que está com mania de perseguição a sí próprio, só falta mesmo agora a famosa alegação de insanidade mental antes que suas outras falcatruas venham a público.
Esse é o nosso judiciário. Sóbrio, independente e atolado em lama até o pescoço.

8 bestaram:

Clau disse...

Sobesta, este Antonio Carlos não é o tal do Kaká, advogado de 11 entre 10 canalhas por aí?

É impressionante: o cara tá mais enrolado que bobina e ainda vai receber 23 mil por mês, alegando que é sua 'única fonte de renda'...


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Patacoadas do Cleber disse...

Um sujeito desses, ao pedir afastamento de suas funções enquanto se investiga tudo, deveria fazê-lo abrindo mão do recebimento de seu salário. É duro ter que ficar sustentando bandido.

Enfim... disse...

enfim...

Bjokas

Bom fim semana

Vera disse...

:D Olá migo! Pois é, na minha casa eu faço a faxina. Mas quem vai limpar esse país??? rsrs Com certeza não serei eu... infelizmente, para nós os 'brasileiros'. :) Beijão!

alexandre, the great disse...

Jorge.
“Não há crime sem lei anterior que o defina, não há pena sem prévia cominação legal”.

Este trecho da Parte Geral do Código Penal dá azo para coisas desta natureza que assistimos.

Se somos “pela legalidade”, e somos realmente, não há como se evitar, para o caso específico, a “aposentadoria forçada” com os tais “esqueletos chacoalhantes no armário”.
O que deveria ter sido feito, isso sim e há muito tempo, era a reforma do Código Penal de 1940, assim como a do Processo Penal também (cujas rotinas remontam aos tempos do Santo Ofício).

Assim sendo, só nos resta lamentar. Por outro lado devemos nos encher de otimismo, senão vejamos: há uns 20 anos atrás seria possível imaginar um Desembargador sendo preso por corrupção ?

E mais: será que este precedente poderá, quem sabe, atingir os inúmeros casos correlatos no executivo?

Será???


Alexandre, The Great

Fábio Max Marschner Mayer disse...

O que me deixa puto quando tem um caso desses, é que os inquéritos administrativos, sindicâncias e uscambau NUNCA analisam a evolução patrimonial de acusados dessa "qualidade"...

Quer dizer:

O cara anda de mercedes-benz, tem casa em Miami, em Búzios, apartamento em NY e do Champs Eliseès, fazendas e o diabo a quatro e todo mundo investiga apenas se ele trocou ligações com alguém... como se dinheiro caísse do céu!

Ricardo Rayol disse...

Como é que é? Não entendi xongas, o cara vai investigar a si prórpio e depois vai oredenar sua aaposentadoria compulsória integral e vitalícia? Coisa linda. Onde é que eu me inscrevo pra esse trabalho?

Saramar disse...

Meu querido, não o abandonei, claro que não.
Quase não estou conseguindo comentar por total falta de tempo.
Passo, leio e saio correndo.
Estou fazendo um daqueles milhares de cursos que inventam no meu trabalho e chego morta.
Prometo que virei todos os dias, certo?

Quanto ao ministro, deveria se envergonhar de pedir "sindicância" quando, se este fosse um país sério, ele seria alvo de inquérito policial.
O pior é saber que o único castigo para esses corruptos será a aposentadoria. Remunerada, claro.

beijos.